
O ano de 2009 fica marcado pela divulgação da 3ª edição do Barómetro Global do Furto no Retalho da responsabilidade do Professor Joshua Bamfield, Director do Centre for Retail Research e patrocinado pela Checkpoint Systems, cujos dados constituem um recurso de análise importante para os retalhistas.
Neste estudo, Portugal surge com um dos melhores desempenhos, não se verificando um aumento da perda desconhecida relativamente ao ano anterior ao manter a taxa de 1,26%, equivalente a 344 milhões de euros das vendas totais. Recorde-se que a taxa portuguesa mantém-se inferior à da média europeia (1,33%) e da média global de 1,43%.
Comparativamente ao estudo do último ano, as perdas dos retalhistas cresceram em 38 dos 41 países analisados, tendo os maiores aumentos sido registados na América do Norte (+8,1%), países africanos do Médio Oriente (+7,5%) e Europa (+4,7%).
Isto representa um desvio relativamente aos dois anos anteriores, nos quais a percentagem da perda desconhecida nas vendas a retalho tinha diminuído.
O furto por parte dos clientes, incluindo pequenos furtos e furto organizado, continua a ser a principal causa da perda desconhecida no retalho global, seguido do furto proveniente dos empregados, perdas ao longo da cadeia de abastecimento e dos erros internos.
Os shoplifters tendem a concentrar-se nos artigos pequenos, fáceis de ocultar, caros e de marca mais apelativos e fáceis de vender: jogos electrónicos/Wii, DVDs/entretenimento, iPods/leitores de MP3, roupa, cosméticos/cremes/perfumes, bebidas alcoólicas, carne fresca, produtos alimentares dispendiosos, são os mais referenciados na lista das mercadorias mais vulneráveis. Outros dos produtos mais roubados são artigos de barbear, telemóveis e óculos.
Em Portugal, os custos de crime no retalho atingiram os 376 milhões de euros, dos quais 286 milhões de euros correspondem a crimes por furto e 90 milhões de euros ao investimento efectuado em sistemas de protecção dos artigos.
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